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Cerca de 5.000 crianças foram separadas das suas famílias devido à intervenção militar na Etiópia que começou em Novembro para derrubar a Frente de Libertação do Povo Tigray, informou hoje a organização Save the Children.

Durante os primeiros seis meses do conflito em Tigray, a Organização Internacional para as Migrações detetou pelo menos 917 menores desacompanhados e 4.056 crianças separadas.

As crianças não têm acesso à vacinação infantil de rotina, o que as coloca num risco muito alto de contrair doenças infeciosas e aumenta a hipótese de ocorrência de um surto na região.

As principais doenças a que os menores estão expostos são as infeções respiratórias, como a pneumonia, as infeções de pele, ambas relacionadas com a falta de espaço e acesso a água potável e a desnutrição.

As crianças identificadas abrangem uma ampla faixa etária e incluem desde bebés recém-nascidos que perderam as suas mães durante o parto até adolescentes de 16 anos que agora se tornaram os cuidadores principais de seus irmãos mais novos.

O Exército federal etíope foi apoiado por forças da Eritreia. Depois de vários dias, Abiy Ahmed declarou vitória em 28 de novembro, com a captura da capital regional, Mekele.

No entanto, os combates continuaram e as forças eritreias são acusadas de conduzirem vários massacres e crimes sexuais.

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