A atriz portuguesa Elisa Lisboa morreu aos 81 anos. A notícia foi divulgada na manhã desta sexta-feira pela Casa do Artista, instituição onde a artista residia desde 2018, através de uma publicação nas redes sociais.
“Partiu ontem à noite a atriz Elisa Lisboa”, lê-se na nota partilhada, que recorda o percurso artístico da veterana atriz. A Casa do Artista juntou à publicação uma fotografia recente, captada em novembro, durante uma sessão fotográfica com residentes, familiares e amigos. “Adorava ser fotografada. Estava feliz”, sublinhou a instituição.
Elisa Lisboa completaria 82 anos a 8 de março deste ano. Nos comentários à publicação, multiplicaram-se as mensagens de pesar de colegas, admiradores e membros do público, destacando o contributo da atriz para a cultura portuguesa. “Muito obrigada por tudo o que deu à cultura portuguesa! Não será esquecida. Um grande aplauso para ela”, escreveu uma internauta.
Ao longo de uma carreira marcada pelo teatro, cinema e televisão, Elisa Lisboa integrou, nos primeiros anos de atividade, o Teatro Experimental de Cascais, participando em espetáculos como Bodas de Sangue (1968), Maria Stuart (1969), Antepassados Precisam-se (1970), Um Chapéu de Palha de Itália (1970) e O Rei Está a Morrer (1970).

Esteve para interpretar o tema “Desfolhada Portuguesa”, que acabaria por vencer o Festival RTP da Canção na voz de Simone de Oliveira, e gravou ainda singles como “Os Poetas/Velho Tio Tom”. Foi também professora de Interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema.
No teatro, participou em produções como O Duelo (1971), O Concerto de Santo Ovídeo (1973), Os Amantes Pueris (1976), O Equívoco (1977) e Os Sequestrados de Altona (1979). No cinema, integrou filmes como Sombras de uma Batalha (1993), Aparelho Voador a Baixa Altitude (2002), Coisa Ruim (2006) e A Primeira Ceia (2011).
Na televisão, participou em várias séries e telenovelas, entre as quais Morangos com Açúcar, Floribella, Ilha dos Amores, Podia Acabar o Mundo, Conta-me Como Foi, Feitiço de Amor e Liberdade 21. Entre os seus últimos trabalhos contam-se Bem-Vindos a Beirais (2015) e A Impostora (2016).
