O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, encontra-se hoje com o Papa Leão XIV, no Vaticano, numa visita oficial que inclui também uma deslocação ao túmulo do Papa Francisco, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma.
O chefe de Estado chegou à capital italiana no domingo ao final do dia, tendo jantado com o Presidente de Itália, Sergio Mattarella. Em declarações aos jornalistas, Marcelo Rebelo de Sousa confirmou que irá convidar formalmente o Papa Leão XIV a visitar Portugal em 2027, ano em que se assinalam os 110 anos das aparições de Fátima, considerando existir “uma boa razão” para incluir Portugal e Fátima no programa de visitas do pontífice.
Segundo uma nota divulgada pela Presidência da República, no encontro com o Papa será dada especial relevância à situação de calamidade vivida em Portugal na sequência da tempestade Kristin, bem como à carta enviada pelo Papa aos portugueses, há dois dias, manifestando pesar pelas vítimas e solidariedade para com as famílias afetadas.
Na mensagem dirigida ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima, o Papa Leão XIV expressou “o seu pesar pelas pessoas que perderam a vida”, unindo-se espiritualmente à dor dos familiares.
A visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao túmulo do Papa Francisco está prevista para as 10h25 locais, seguindo-se a deslocação ao Vaticano, onde a primeira audiência com o Papa Leão XIV está marcada para as 11h30.
Esta é a sexta visita do Presidente da República ao Vaticano enquanto chefe de Estado. O Vaticano foi também o primeiro destino das suas visitas oficiais no início dos dois mandatos presidenciais, em 2016 e 2021, então com o Papa Francisco. Marcelo Rebelo de Sousa justificou essa opção com razões históricas, recordando que a Santa Sé foi a primeira entidade a reconhecer internacionalmente Portugal como Estado independente.
A cerca de um mês do final do seu mandato, marcado para 9 de março, o Presidente escolheu terminar a sua agenda externa de forma simbólica, regressando ao Vaticano e a Madrid, tal como no início das suas funções. As visitas, inicialmente previstas para dezembro, foram adiadas devido a uma intervenção cirúrgica.
Após a morte do Papa Francisco, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que o seu sucessor deveria dar continuidade à mensagem de abertura, preocupação com os mais pobres, promoção da paz e não discriminação. Quando Robert Francis Prevost foi eleito Papa, adotando o nome de Leão XIV, o Presidente da República manifestou publicamente a sua confiança de que seria um continuador do legado do seu antecessor, sublinhando a sua proximidade e preocupação com a paz e o diálogo global.

