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Mais de 136 mil trabalhadores com vínculos precários perderam o emprego em 2020, 67 mil dos quais mulheres, a maioria delas sem ter acesso a subsídio de desemprego. Esta é a conclusão de um estudo elaborado pela CGTP, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística.

O mesmo estudo revela que no ano passado foram destruídos cerca de 100 mil postos de trabalho, em termos líquidos, o que corresponde a um recuo anual de 2%, interrompendo o crescimento que se verificava há seis anos.

Para a central sindical esta é a prova de que “as medidas que o Governo implementou não foram suficientes nem adequadas para evitar a destruição do emprego e o aumento do desemprego”.

Segundo a análise, os trabalhadores com vínculos precários foram os primeiros a ser despedidos, sendo esta a principal razão para a perda de emprego e para o aumento do desemprego.

A precariedade afeta 17,6% do total dos assalariados, sendo sempre superior entre as mulheres trabalhadoras, em todas as idades.

De acordo com a CGTP, em 2020 o desemprego real atingiu quase 600 mil trabalhadores, tendo aumentado em mais de 68 mil face a 2019.

O número de mulheres desempregadas no ano passado chegou quase aos 318 mil, correspondendo a mais de metade do total do desemprego real (53%).

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