Homenagem nacional? Família de Brigitte Bardot não respondeu a pedido de Macron

O Palácio do Eliseu revelou esta terça-feira que contactou a família de Brigitte Bardot, que morreu no domingo, aos 91 anos, para propor a realização de uma homenagem nacional à atriz, mas não obteve qualquer resposta.

“Houve uma conversa com a família, com uma proposta para a realização de uma homenagem, mas a família não deu seguimento”, indicou uma fonte próxima da presidência francesa à agência France-Presse (AFP).

Segundo a mesma fonte, a proposta insere-se no “costume republicano”, sublinhando que as homenagens nacionais são “sistematicamente decididas em comum acordo com a família do falecido”.

A informação surge depois de Éric Ciotti, presidente da União das Direitas pela República (UDR), partido aliado da Reunião Nacional e com o qual Brigitte Bardot mantinha uma ligação próxima, ter apelado ao presidente Emmanuel Macron para organizar uma homenagem nacional ao ícone do cinema francês.

Em sentido oposto, o líder do Partido Socialista, Olivier Faure, apesar de reconhecer Bardot como uma “atriz icónica”, defendeu que as homenagens nacionais devem ser reservadas a personalidades que tenham prestado “serviços excecionais à Nação”, lembrando que a atriz “se afastou dos valores republicanos”.

O funeral de Brigitte Bardot está marcado para o próximo dia 7 de janeiro, em Saint-Tropez, sendo antecedido por uma cerimónia religiosa que será transmitida em direto. O presidente francês não deverá estar presente.

Brigitte Bardot morreu na sua residência, La Madrague, em Saint-Tropez, no sul de França.

0