Os Estados Unidos afirmaram esta segunda-feira que a situação no Estreito de Ormuz está a melhorar e que, em breve, será restabelecida a liberdade de navegação naquela rota estratégica.
A garantia foi dada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, em declarações à Fox News, onde destacou o aumento gradual do número de navios a atravessar o estreito, após a interrupção provocada pelo Irão.
“Com o tempo, os Estados Unidos retomarão o controlo dos estreitos e a liberdade de navegação será restabelecida, quer através de escoltas norte-americanas quer por meio de uma escolta multinacional”, afirmou.
Antes do início do atual conflito, cerca de um quinto do petróleo mundial transitava pelo Estreito de Ormuz, cuja circulação foi condicionada na sequência da guerra envolvendo o Irão, Israel e os EUA, iniciada a 28 de fevereiro.

Apesar de sinais de recuperação, Washington estima um défice entre 10 e 12 milhões de barris no mercado global. Para mitigar o impacto, a administração do Presidente Donald Trump está a disponibilizar cerca de quatro milhões de barris por dia, no âmbito de uma ação conjunta com a Agência Internacional da Energia, que envolve a libertação de reservas estratégicas.
O chefe de Estado norte-americano afirmou também que houve “grandes progressos” nas negociações para pôr fim às operações militares no Irão, embora tenha simultaneamente ameaçado atacar infraestruturas energéticas iranianas caso não seja alcançado um acordo.
Trump revelou ainda que Teerão terá autorizado a passagem de 20 navios petroleiros como gesto de boa vontade, numa altura em que os EUA reforçam a sua presença militar no Médio Oriente.
Entretanto, o secretário do Tesouro desvalorizou o impacto das ações dos rebeldes huthis do Iémen, indicando que os ataques se têm concentrado em alvos israelitas e que a campanha militar norte-americana contra este grupo tem mantido a situação sob controlo.
