Águeda prepara-se para receber um novo evento que promete marcar o verão e reforçar a aposta do concelho na realização de grandes iniciativas gastronómicas e culturais. Entre os dias 7 e 10 de agosto, o Largo 1.º de Maio transforma-se num grande arraial português para acolher a primeira edição do “Do Mar à Terra – Festival da Sardinha”, um certame que nasce com a ambição de se afirmar como o maior festival nacional inteiramente dedicado à sardinha e às tradições populares portuguesas.
Durante quatro dias, o centro da cidade será invadido pelos aromas da sardinha acabada de assar no carvão, pela música popular e pelo ambiente típico dos arraiais de verão, recriando um cenário que habitualmente se encontra nas localidades costeiras, mas que agora chega ao interior do país. O objetivo da organização passa precisamente por transportar essa tradição para cidades onde a sardinha assada não faz parte da oferta habitual, aproximando os portugueses de um dos maiores símbolos da sua gastronomia.
Depois de mais uma edição do AgitÁgueda, que voltou a colocar o concelho no mapa dos grandes eventos nacionais, a cidade prepara-se para prolongar o ambiente festivo com uma iniciativa que alia gastronomia, cultura, animação e turismo, procurando atrair milhares de visitantes durante quatro dias consecutivos. A realização do festival, numa altura em que Águeda continua a receber inúmeros visitantes, representa também uma oportunidade para dinamizar o comércio local, a hotelaria, a restauração e os restantes setores ligados ao turismo.

Em declarações à TVC, Rui da Cruz, responsável da Kodawari Foods e impulsionador do projeto, explicou que esta iniciativa nasceu da vontade de promover um dos produtos mais emblemáticos da cozinha portuguesa, levando-o muito além das localidades junto ao mar.
“Acima de tudo, é a promoção da proteína rainha de Portugal, principalmente do verão. É um projeto que desenvolvemos precisamente para levar a sardinha para fora das zonas puramente costeiras, por isso se chama ‘Do Mar à Terra’.”
Para garantir que a experiência corresponde às expectativas dos visitantes, a organização estabeleceu uma parceria com o Centro Litoral, OP, organização de produtores da pesca que assegura diariamente o fornecimento de sardinha fresca certificada proveniente da lota da Figueira da Foz. A logística foi preparada para que o peixe chegue a Águeda em menos de 24 horas após a captura, preservando toda a frescura e qualidade de um dos produtos mais apreciados da gastronomia portuguesa.
“Tivemos o privilégio de lançar este desafio ao Centro Litoral, OP, que o abraçou de imediato. São eles que garantem a entrega, em menos de 24 horas, de sardinha fresca certificada em todas as localidades onde vamos estar.”
A escolha de Águeda para acolher a estreia deste novo conceito não aconteceu por acaso. A organização considera que o concelho reúne todas as condições para lançar um evento desta dimensão, aproveitando o forte dinamismo cultural que caracteriza a cidade durante o verão.
“Não podíamos estar mais felizes por arrancar em Águeda. Depois de toda a agitação do AgitÁgueda queremos continuar essa festa de verão e transformar este espaço num verdadeiro arraial português.”
O recinto será cuidadosamente decorado para recriar o ambiente das tradicionais festas populares. Bandeiras coloridas, iluminação festiva, mesas corridas e espaços de convívio ajudarão a transportar os visitantes para os típicos arraiais portugueses, onde a gastronomia e a música caminham lado a lado. Ao longo dos quatro dias haverá animação permanente, música ao vivo e momentos pensados para todas as idades, reforçando o espírito de partilha que caracteriza este tipo de celebrações.
Mais do que servir sardinhas, a organização pretende proporcionar uma verdadeira experiência gastronómica. Cada refeição será composta pelos acompanhamentos tradicionais que fazem parte da cultura popular portuguesa, desde a broa de milho aos pimentos assados, passando pela salada, pelo chouriço assado e por uma oferta diversificada de bebidas.
“A experiência tem de ser completa. Além da sardinha fresca, haverá broa, salada, pimento assado, chouriça e toda a componente de bebidas para que possamos proporcionar uma verdadeira experiência portuguesa.”
Segundo Rui da Cruz, um dos grandes objetivos passa precisamente por permitir que quem vive longe do litoral possa desfrutar da mesma experiência que encontra habitualmente nas festas populares das cidades costeiras.
“Queríamos permitir que a sardinha fosse servida exatamente como acontece num arraial. Normalmente essa experiência está disponível para quem vive ou visita zonas costeiras. Nós queremos levar essa tradição às cidades do interior.”
O “Do Mar à Terra” foi concebido como um projeto itinerante. Depois da estreia em Águeda, seguirá para Coimbra e continuará a percorrer várias localidades do interior do país ao longo dos meses de agosto e setembro, levando consigo um conceito que junta gastronomia, cultura popular e valorização dos produtos nacionais.
“O ‘Do Mar à Terra’ vai fazer um road tour que começa em Águeda, passa por Coimbra e depois seguirá por várias cidades do interior, levando esta alegria, este espírito português e esta tradição de festejar o verão com sardinha fresca.”
O último dia do festival coincide ainda com um dos momentos de maior projeção mediática para o concelho: a chegada da Volta a Portugal em Bicicleta. No dia 10 de agosto, Águeda recebe o contrarrelógio da prova rainha do ciclismo nacional, circunstância que deverá aumentar significativamente a afluência de visitantes ao recinto do festival.
“No dia 10 teremos também o prazer de receber todos aqueles que acompanham a Volta a Portugal. Será um dia muito especial para o evento.”
A organização acredita que esta conjugação de acontecimentos permitirá criar um ambiente único na cidade, reunindo milhares de pessoas em torno da gastronomia, do desporto e das tradições portuguesas.
Além da promoção da sardinha enquanto produto de excelência, o festival pretende também sensibilizar para a importância da pesca sustentável, valorizando o trabalho dos profissionais do mar e promovendo o consumo responsável. Toda a sardinha servida no recinto será proveniente de capturas certificadas, reforçando a aposta na qualidade e na preservação dos recursos marinhos.
Com esta iniciativa, Águeda acrescenta mais um grande evento ao seu calendário anual, consolidando a estratégia de promoção do território através de iniciativas capazes de atrair visitantes durante todo o ano. Depois da projeção internacional alcançada com o AgitÁgueda, o concelho volta a apostar num evento diferenciador, desta vez centrado num dos maiores ícones da gastronomia nacional, procurando afirmar-se também como palco de uma nova referência dos festivais gastronómicos portugueses.






