O cadáver de Maria Custódia Amaral, filha da falecida atriz Delfina Cruz, foi encontrado ao final da tarde deste sábado junto à Lagoa de Óbidos, onde se encontrava enterrado no areal. A mulher, de 54 anos, estava desaparecida desde o passado dia 19 de janeiro e o principal suspeito do seu homicídio já foi detido pela Polícia Judiciária.
Segundo informação confirmada pelas autoridades, o suspeito será presente a tribunal esta segunda-feira para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação. As motivações do crime ainda não são conhecidas.
De acordo com o comandante dos Bombeiros Voluntários de Óbidos, Bruno Duarte, a corporação foi acionada cerca das 18 horas de sábado para a remoção de um cadáver, após alerta das autoridades judiciais. Uma ambulância deslocou-se ao local e os operacionais encontraram o corpo no areal, a mais de 50 metros da linha de água. O cadáver foi posteriormente transportado para o Instituto de Medicina Legal de Torres Vedras, onde será realizada a autópsia.
Num comunicado divulgado no sábado, a Polícia Judiciária já tinha referido que o corpo de Maria Custódia Amaral se encontrava “escondido” nas imediações da Lagoa de Óbidos, local que foi alvo de inspeção. A investigação permitiu entretanto confirmar que o cadáver estava enterrado no areal, sendo o local do esconderijo revelado pelo alegado homicida, após várias diligências levadas a cabo pela PJ.
“A investigação, desenvolvida de forma célere e ininterrupta, permitiu recolher um conjunto robusto de indícios e provas que possibilitaram identificar o presumível autor do crime”, refere a Judiciária. Segundo a mesma fonte, o homicídio terá ocorrido na residência do suspeito, situada na Lourinhã, uma vez que a busca domiciliária permitiu encontrar vestígios hemáticos considerados relevantes.
Alguns órgãos de comunicação social avançam que o suspeito terá confessado o crime, explicando que utilizou o automóvel da vítima para transportar o corpo até à Lagoa de Óbidos, onde terá escavado um buraco para ocultar o cadáver.
A Polícia Judiciária adianta que a investigação prossegue, visando o apuramento integral das circunstâncias do crime, sendo que o suspeito poderá esclarecer, em sede judicial, os motivos do homicídio e a natureza da relação que mantinha com a vítima.

