Um novo alerta alimentar europeu está a gerar preocupação entre consumidores e autoridades sanitárias, após a deteção de larvas do parasita Anisakíase em cavala proveniente de Espanha, um peixe amplamente consumido em Portugal.
A notificação foi emitida por Itália e validada no sistema europeu RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed), responsável pela monitorização de riscos alimentares na União Europeia. Este é já o segundo alerta em poucas semanas envolvendo cavala espanhola contaminada, o que levou à retirada imediata dos lotes afetados do mercado.
A repetição de casos num curto período reforça a vigilância sanitária e levanta questões sobre os mecanismos de controlo aplicados ao pescado antes da sua comercialização.
O parasita em causa, conhecido como Anisakis, pode alojar-se em diversas espécies marinhas. Quando ingerido vivo, pode provocar infeção, com sintomas como dores abdominais intensas, náuseas, vómitos, diarreia e, em alguns casos, reações alérgicas graves.
O risco é particularmente elevado quando o peixe é consumido cru ou mal confecionado, incluindo preparações como peixe fumado a frio, marinado ou insuficientemente cozinhado.
A cavala, rica em ómega-3 e acessível, é um alimento frequente na dieta portuguesa, o que aumenta a relevância deste alerta para os consumidores nacionais.
Além da cavala, outras espécies que podem estar associadas à presença do parasita incluem sardinha, carapau, pescada, bacalhau, biqueirão, lula e sépia.
As autoridades de saúde recomendam a correta confeção do peixe — com cozedura adequada ou congelação prévia — como forma eficaz de eliminar o parasita e reduzir o risco de infeção.

