O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, escolheu o artista Vhils para realizar o seu retrato oficial enquanto chefe de Estado, confirmou o próprio à agência Lusa, depois de a notícia ter sido avançada pelo jornal Expresso.
O retrato, da autoria de Alexandre Farto — nome próprio de Vhils —, será apresentado em março, na última semana do mandato presidencial, que termina a 9 desse mês.
Em declarações à Lusa, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que “a razão principal” para esta escolha foi, além de apreciar a obra do artista, considerá-lo “um expoente, um símbolo de uma época, como foram outros retratistas de outros presidentes noutras épocas”.
A obra integrará o espólio do Museu da Presidência da República, onde ficará exposta na galeria dos retratos oficiais dos anteriores chefes de Estado.

Entre os retratos já existentes contam-se o de António Ramalho Eanes, da autoria de Luís Pinto Coelho, o de Mário Soares, pintado por Júlio Pomar, o de Jorge Sampaio, da autoria de Paula Rego, e o de Aníbal Cavaco Silva, realizado por Carlos Barahona Possolo.
No início do primeiro mandato, Marcelo Rebelo de Sousa chegou a ponderar escolher um retrato pintado pelo mestre Bessa, no Porto, que permaneceu no seu gabinete no Palácio de Belém. Esse quadro poderá vir a ser colocado na Biblioteca Municipal de Celorico de Basto, que tem o nome do Presidente.
Tornou-se tradição que os presidentes da República revelem o seu retrato oficial apenas no final do segundo mandato. O retrato de Cavaco Silva, por exemplo, foi apresentado a 4 de março de 2016, cinco dias antes de cessar funções.
