O nome de Eliza Samudio, atriz e modelo brasileira desaparecida em 2010, voltou a ganhar destaque após a alegada descoberta do seu passaporte numa casa em Portugal, situação que tem gerado ampla repercussão nas redes sociais e motivado reações da família.
De acordo com informações divulgadas por meios de comunicação brasileiros, um homem afirmou ter encontrado o documento numa habitação arrendada em território português, circunstância que levantou dúvidas e teorias sobre o paradeiro da modelo, desaparecida a 4 de junho de 2010, quando tinha 25 anos.
Em declarações à imprensa brasileira, o irmão de Eliza, Arlie Moura, referiu que a situação teve um forte impacto emocional na família, ao reabrir um caso que marcou profundamente a sua história. Arlie confirmou que o passaporte pertence à irmã, defendendo, no entanto, a necessidade de apurar de que forma o documento foi parar a Portugal e se terá sido perdido, roubado ou guardado por terceiros.
Apesar das especulações, o irmão da modelo afirmou não acreditar que Eliza esteja viva ou a residir na Europa, sublinhando que é necessário aguardar pela investigação das autoridades competentes antes de qualquer conclusão.

O reaparecimento do passaporte coincide com a renovada atenção mediática em torno do caso, impulsionada também por um documentário recentemente lançado na Netflix, que revisita o desaparecimento de Eliza Samudio e o processo judicial que se seguiu.
O caso culminou, em 2013, na condenação do ex-guarda-redes brasileiro Bruno Fernandes, então jogador do Flamengo, a 20 anos de prisão pelo homicídio da modelo, apesar de os seus restos mortais nunca terem sido encontrados. Segundo a investigação, Eliza foi morta após um relacionamento conturbado com o futebolista, do qual nasceu um filho, em fevereiro de 2010.
As autoridades brasileiras não se pronunciaram, até ao momento, sobre a eventual ligação do passaporte encontrado em Portugal ao processo criminal, nem sobre a abertura de novas diligências relacionadas com o caso.

