Von der Leyen rejeita aumentar importações de gás russo enquanto tensão cresce no estreito de Ormuz

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, rejeitou a possibilidade de a União Europeia aumentar as importações de gás proveniente da Rússia, numa altura em que o conflito no Médio Oriente entra no 12.º dia e aumenta a instabilidade no estreito de Ormuz.

De acordo com informações divulgadas pelas autoridades norte-americanas, os Estados Unidos terão eliminado 16 embarcações iranianas que estariam a posicionar minas marítimas na zona estratégica por onde passa uma parte significativa do comércio mundial de petróleo.

Ao mesmo tempo, forças do regime do Irão lançaram uma nova vaga de bombardeamentos contra vários países do Golfo Pérsico e declararam que navios dos Estados Unidos, de Israel e de países aliados passam a ser considerados “alvos legítimos”.

Autoridades iranianas revelaram também que o novo líder supremo — filho do ayatollah Ali Khamenei — terá ficado ferido durante o ataque que matou o pai, mas garantem que se encontra “são e salvo”.

Entretanto, multiplicam-se as reações internacionais. A Turquia apelou ao “fim da guerra”, enquanto na Europa surgiram posições divergentes, com responsáveis a defenderem que não devem ser derramadas “lágrimas pelo regime do Irão”. Já em Itália foram feitas críticas à atuação conjunta dos Estados Unidos e de Israel no conflito.

Em paralelo com os desenvolvimentos militares, o antigo presidente norte-americano Donald Trump terá autorizado a participação da seleção iraniana numa competição internacional, numa decisão que surge em pleno clima de tensão diplomática.

Nas redes sociais, um vídeo de cerca de dois minutos produzido com peças de LEGO e alusivo ao conflito tornou-se entretanto um dos conteúdos mais partilhados nas últimas horas.

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