O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que adquirir a Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, constitui uma “prioridade de segurança nacional“, sublinhando a importância estratégica da ilha no Ártico para dissuadir a presença de Rússia e China.
Em comunicado, a Casa Branca informou que Trump e a sua equipa estão a avaliar várias opções para alcançar este objetivo, incluindo a possibilidade de recorrer às Forças Armadas norte-americanas, embora sem detalhar cenários específicos.
A declaração surge numa altura em que a Gronelândia, com cerca de 57 mil habitantes, continua a ser um ponto estratégico, não apenas pelas suas reservas minerais inexploradas, mas também pela sua localização geopolítica, já que os Estados Unidos mantêm uma base militar no território desde a Guerra Fria.

A proposta tem gerado forte reação internacional. O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens Frederik Nielssen, apelou a que os EUA cessem pressões sobre a ilha, lembrando que o território é democrático e soberano. A União Europeia afirmou que a Gronelândia não está à venda e está em contacto com as autoridades locais para acompanhar a situação.
Por seu lado, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou que qualquer ação militar norte-americana contra um país da NATO representaria uma ameaça à aliança atlântica e ao sistema de segurança internacional estabelecido desde a II Guerra Mundial.
O interesse renovado da Casa Branca na Gronelândia reflete preocupações estratégicas, devido ao aumento da presença militar e económica de potências como Rússia e China no Ártico.
