Três homens perderam a vida esta quinta-feira num tiroteio na cidade árabe de Suweid Hamira, no norte de Israel, numa área onde a violência ligada ao crime organizado tem aumentado nos últimos anos.
O serviço de emergência Magen David Adom indicou que dois homens na casa dos 30 anos morreram devido a ferimentos penetrantes e, mais tarde, confirmou a morte de um homem na casa dos 50 anos, que tinha sido transportado para o Hospital Rambam.
O Presidente de Israel, Isaac Herzog, classificou os assassinatos na comunidade árabe como uma emergência nacional, após este episódio que eleva para pelo menos 35 o número de árabes israelitas mortos em 2026. No ano passado, 252 pessoas da mesma comunidade foram vítimas de homicídios e crimes violentos.
A comunidade árabe em Israel culpa parcialmente a inação das autoridades, lideradas pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e tem organizado protestos e greves exigindo políticas eficazes para conter os crimes. Em 22 de janeiro, mais de 70 mil pessoas manifestaram-se em Sakhnin, com novas ações de protesto previstas em Telavive e Jerusalém.

