O homem suspeito do homicídio de Maria Custódia Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, alegou às autoridades que a morte da vítima resultou de um acidente, admitindo, no entanto, que procedeu à limpeza da residência e à ocultação do cadáver por receio de ser detido.
De acordo com informações avançadas por uma fonte próxima do processo, o suspeito, ex-companheiro da vítima, sustenta que o crime não foi premeditado e que a sua atuação posterior se deveu ao pânico e ao medo das consequências legais. Após a morte de Maria Custódia Amaral, terá limpado minuciosamente a casa e transportado o corpo para a zona da Lagoa de Óbidos, onde o enterrou.
Esta versão continua, contudo, a suscitar dúvidas por parte dos investigadores. Segundo a mesma fonte, a explicação apresentada “não é completamente convincente”, subsistindo ainda várias questões por esclarecer no âmbito da investigação.
As autoridades consideram que a forma como o suspeito terá conseguido remover a maioria dos vestígios da residência, bem como a rapidez e organização demonstradas nas decisões tomadas após a morte da vítima, contrastam com a alegação de um ato impulsivo motivado apenas pelo pânico.
A Polícia Judiciária mantém a investigação em curso, com o objetivo de apurar todas as circunstâncias do crime, incluindo a dinâmica dos factos e a natureza da relação entre o suspeito e a vítima. O homem será presente a interrogatório judicial, onde poderão ser definidas as medidas de coação.

