O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou esta terça-feira que a Rússia está preparada para um confronto com a Europa caso seja necessário, acusando os países europeus de não terem uma “agenda de paz” e de interferirem nas propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra na Ucrânia.
As declarações foram feitas num fórum de investimento em Moscovo, momentos antes de Putin se reunir com os enviados especiais norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, que apresentaram a nova versão do acordo de paz. “Não temos a intenção de fazer guerra à Europa, mas se a Europa o desejar e começar, estamos prontos imediatamente”, disse o líder russo.
Putin criticou ainda os líderes europeus por, na sua opinião, bloquearem os esforços de Washington e por apresentarem exigências que considerou “inaceitáveis para a Rússia”, sem detalhar quais seriam essas exigências.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou entretanto que o plano de paz apresentado a Moscovo foi reduzido de 28 para 20 pontos. Entre os temas sensíveis do acordo estão cedências territoriais, o uso de ativos russos congelados e a aliança de países que apoiariam um futuro acordo de paz. Zelensky mostrou-se confiante, afirmando que “mais do que nunca há uma chance de acabar com esta guerra”, mas sublinhou que tudo dependerá dos resultados das negociações em curso.
O líder ucraniano insistiu na necessidade de um plano de paz “aberto e justo”, que impeça a Rússia de lançar uma terceira invasão nos próximos anos, e apelou a que a paz seja “digna” e não apenas uma pausa nos combates.
