Portugal é o país europeu com maior presença de elementos do PCC, poderosa organização de narcotráfico

Portugal tornou-se atualmente o país europeu com maior presença de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das organizações criminosas mais influentes e temidas do mundo. O PCC surgiu no Brasil como um grupo de prisioneiros em São Paulo, mas ao longo das últimas décadas transformou-se numa máfia transatlântica, especializada no tráfico de drogas e com ramificações em vários continentes.

A presença do PCC em Portugal tem vindo a crescer devido à posição estratégica do país, com ligações marítimas e aéreas que facilitam o transporte de droga entre a América do Sul e a Europa. Investigadores e autoridades de segurança alertam que os membros do PCC não se limitam ao tráfico: tratam-se de criminosos altamente organizados, com hierarquias rígidas, regras internas severas e capacidade de ação violenta. A violação dessas regras é considerada um crime grave que pode ser punido até com a morte, demonstrando o nível de disciplina e controle que o grupo exerce sobre os seus membros.

Além do tráfico de cocaína e outras drogas, o PCC é conhecido por expandir operações para lavagem de dinheiro, contrabando e intimidação de rivais ou traidores. Especialistas alertam que a consolidação do grupo em território português representa um desafio crescente para as autoridades, exigindo uma cooperação internacional constante com órgãos de investigação no Brasil e noutros países europeus.

O crescimento do PCC em Portugal também levanta preocupações sobre a segurança interna, uma vez que o país se torna cada vez mais um ponto estratégico para a entrada e distribuição de droga na Europa, bem como para o estabelecimento de células organizadas com ligações diretas ao Brasil.

Autoridades destacam que monitorizar a atuação destes grupos exige não só investigação criminal e policiamento, mas também a cooperação judicial internacional, partilha de informação e estratégias de prevenção social para reduzir a influência destas organizações em comunidades vulneráveis.

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