O PAN – Pessoas-Animais-Natureza anunciou que vai apoiar a candidatura de António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para o próximo dia 8 de fevereiro. A decisão foi tomada na sequência de uma reunião da Comissão Política Nacional e comunicada ao final da noite de domingo, através de uma nota enviada às redações.
Na segunda volta, António José Seguro, apoiado pelo PS e vencedor da primeira volta com 31% dos votos, irá disputar a Presidência da República com André Ventura, líder do Chega, que obteve 23%.
No comunicado, o PAN enquadra a decisão como sendo tomada “num momento decisivo para a democracia portuguesa”, considerando que a primeira volta revelou “uma preocupante fragmentação do eleitorado”. O partido sublinha ainda que o escrutínio confirmou “a presença no debate público de forças políticas que colocam em causa os direitos fundamentais, o respeito pela diversidade e a convivência democrática”.
O PAN recorda que, na primeira volta, optou por não apresentar candidatura própria e conceder liberdade de voto aos seus filiados e eleitos, uma decisão que considera adequada ao contexto político e coerente com os seus princípios de pluralidade e liberdade de consciência.

Para o partido, a escolha na segunda volta “é mais do que uma decisão entre perfis”, tratando-se antes de uma opção “entre a defesa da democracia ou um ataque à democracia, às instituições e à estabilidade democrática”.
Na mesma nota, o PAN afirma acreditar que António José Seguro representa “uma solução de equilíbrio, moderação e estabilidade, com sentido de Estado e compromisso com os valores democráticos” que o partido defende. Num reparo implícito a outras forças da esquerda, o partido considera que estas “falharam no momento em que o país mais precisava de unidade”, ao insistirem em candidaturas próprias até ao limite.
“Nos momentos difíceis tomam-se grandes decisões. E esta é uma delas. O PAN escolhe estar do lado da democracia, da responsabilidade e do futuro”, conclui o comunicado.
Na primeira volta das presidenciais, além de Seguro e Ventura, João Cotrim Figueiredo obteve 16% dos votos, Henrique Gouveia e Melo 12% e Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS, 11%. À esquerda, Catarina Martins alcançou 2%, António Filipe 1,6% e Jorge Pinto 0,6%.
