Vários outdoors da campanha presidencial de André Ventura para as eleições de 2026 foram alvo de atos de vandalismo no distrito de Aveiro, com registos confirmados em Ílhavo, Vagos e noutros pontos do distrito. As ocorrências incluem cartazes riscados, pintados e parcialmente destruídos, alguns com tinta a cobrir o rosto do candidato, conforme documentado em imagens divulgadas publicamente.
Os painéis vandalizados exibiam mensagens da campanha como “Um país sem corrupção” e “Os portugueses primeiro”, tendo sido colocados em locais de grande visibilidade, nomeadamente junto a rotundas e eixos rodoviários centrais. Em vários casos, os danos foram descritos como reiterados e concentrados em diferentes municípios, sugerindo uma ação continuada ao longo do território distrital.
Na sequência destes acontecimentos, Vítor Milheiro, deputado municipal e responsável do Grupo Municipal do CHEGA em Águeda, subscreveu uma carta aberta e exposição formal dirigida a várias entidades nacionais e internacionais. No documento, o dirigente denuncia o que classifica como vandalismo reiterado, intimidação política e atentado à liberdade democrática em contexto eleitoral, defendendo que os factos ultrapassam a mera incivilidade.











A exposição invoca normas constitucionais relativas à liberdade de expressão, participação política e associação partidária, bem como disposições do Código Penal sobre dano, ameaça e perseguição. O texto refere ainda o dever de investigação do Ministério Público e princípios da legalidade e imparcialidade da Administração Pública, sublinhando a obrigação do Estado em proteger a atividade política legítima.
Entre as exigências apresentadas constam a abertura de uma investigação célere, a identificação e responsabilização dos autores dos atos, garantias públicas de proteção da campanha eleitoral e a comunicação do caso a instâncias europeias, caso se mantenha a alegada ausência de resposta eficaz.
Os incidentes ocorrem num contexto pré-eleitoral e reacendem o debate sobre a proteção da propaganda política e a igualdade de participação democrática durante os períodos de campanha. Até ao momento, não foi divulgada informação oficial sobre a identificação dos responsáveis pelos atos de vandalismo.

