Novos documentos levantam dúvidas sobre a morte de Jeffrey Epstein

Novos documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos reacenderam as teorias em torno da morte de Jeffrey Epstein, detido por crimes sexuais, encontrado morto na sua cela em agosto de 2019. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas as revelações recentes levantam questões sobre a conduta dos guardas prisionais na altura.

Entre os detalhes agora divulgados, surge que Tova Noel, a guarda que terá sido a última a ver Epstein vivo, realizou pesquisas online sobre o recluso minutos antes de ele ser encontrado morto. Registos indicam que Noel pesquisou “últimas notícias sobre Epstein na prisão” às 05h43 e às 05h52 do dia 10 de agosto de 2019, sendo que o colega Michael Thomas encontrou Epstein sem vida às 06h30. Noel, entretanto, negou ter realizado essas pesquisas num depoimento em 2021.

O relatório do Departamento de Justiça menciona também depósitos suspeitos feitos por Noel na sua conta pessoal nos meses anteriores à morte do detido, totalizando 12 depósitos em numerário, incluindo cinco mil dólares quinze dias antes do falecimento de Epstein. Tais movimentos foram sinalizados ao FBI pelo banco da guarda.

Outro ponto de atenção são as imagens de videovigilância, que mostram Noel junto à cela de Epstein às 22h40 da noite anterior à sua morte, transportando roupa de cama ou vestuário do recluso. A guarda afirmou que não distribuía roupa de cama e que a última vez que viu Epstein vivo foi depois das 22h do dia 9 de agosto.

Ainda segundo os documentos, um recluso relatou ter ouvido, na manhã do dia 10 de agosto, guardas a gritar “Respira! Respira!” e, durante o pequeno-almoço, comentários de outros prisioneiros sugerindo que Noel teria estado envolvida na morte de Epstein, com uma guarda alegadamente a responder: “Se ele estiver morto vamos encobrir e ele vai ter um álibi — os meus agentes.”

Apesar destas novas informações, Noel continua a negar qualquer envolvimento na morte do recluso. O caso mantém-se rodeado de mistério e continua a alimentar teorias de conspiração, incluindo alegações feitas pelo irmão de Epstein de que a administração de Donald Trump poderia ter ordenado a morte.

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