A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai avançar, já a partir de segunda-feira, 25 de agosto, com um conjunto de ações no terreno destinadas a avaliar e mitigar os impactos sociais, económicos e de segurança provocados pelo incêndio que atingiu a região entre os dias 13 e 18 de agosto. A iniciativa insere-se na Estratégia de Intervenção na Comunidade, criada na sequência do desastre que devastou cerca de cinco mil hectares — aproximadamente 18% do concelho.

O fogo, que teve origem em Piódão (Arganil) e se estendeu ao sul do município, afetou gravemente localidades como Aldeia das Dez, Avô, Alvôco das Várzeas, Lourosa, Nogueira do Cravo, Penalva de Alva, Santo António do Alva, São Sebastião da Feira, Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira. De acordo com a autarquia, os prejuízos diretos já identificados incluem a perda de cinco habitações e danos significativos em explorações agrícolas e pecuárias.

O presidente da Câmara, José Francisco Rolo, sublinha que “o mais urgente é cuidar das pessoas, da sua saúde e bem-estar”, destacando que a intervenção privilegia a proximidade com a população afetada. Para isso, será criada uma rede de gabinetes de apoio locais, que irão receber munícipes em dias e horários específicos, com equipas multidisciplinares constituídas por técnicos da Proteção Civil Municipal, Unidade Local de Saúde, Segurança Social, GASS, DIOM e EMDE, entre outros.

As ações a desenvolver contemplam:

  • Levantamento técnico das condições de segurança, incluindo verificação de ruínas, muros em risco, aluimentos de terras e instabilidade de vias públicas;
  • Apoio social e psicológico à população, com identificação de situações de maior vulnerabilidade;
  • Registo e contabilização de danos materiais em habitações, explorações e infraestruturas;
  • Resposta imediata a situações emergenciais, como já aconteceu com a demolição de emergência em Aldeia das Dez.

O calendário de atendimentos arranca na segunda-feira em Aldeia das Dez, passando nos dias seguintes por Avô, Alvôco das Várzeas, Santa Ovaia, Vila Pouca da Beira, Lourosa, Nogueira do Cravo e outras aldeias atingidas.

“Estamos determinados a fazer tudo para resolver os problemas e abertos a toda a cooperação possível”, garante José Francisco Rolo, reforçando que a estratégia assenta nos pilares Pessoas, Segurança e Prejuízos.