O Governo português está a tentar a libertação de vários cidadãos nacionais detidos na Venezuela sob a designação de presos políticos, numa ação coordenada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros desde que as detenções ocorreram. Segundo fontes portuguesas, seis reclusos já têm esse estatuto reconhecido, mas o número poderá subir para sete, caso um empresário português veja o seu processo reclassificado para preso político, conforme noticia a comunicação social nacional.
Fontes oficiais do MNE confirmaram ao Notícias ao Minuto que o executivo tem vindo a desencadear diligências diplomáticas junto das autoridades venezuelanas para assegurar a libertação de todos os presos políticos portugueses no país, “desde que foram detidos”.
A situação ocorre num contexto em que a Venezuela atravessa um quadro complexo de prisões por motivos políticos. De acordo com a organização venezuelana Foro Penal, há mais de 800 presos políticos no país, incluindo cidadãos estrangeiros, sendo pelo menos cinco portugueses com dupla nacionalidade entre os detidos, conforme dados recentes.

Paralelamente às tentativas de libertação de nacionais, nos últimos dias, várias dezenas de presos políticos foram libertados na Venezuela no âmbito de um processo mais vasto de solturas anunciado pelas autoridades locais, mas organizações de direitos humanos dizem que ainda continuam na prisão entre 800 e mais de mil detidos por motivos políticos.
Recorde‑se que, na mesma segunda‑feira, dois portugueses pediram ajuda ao Governo para sair do Irão devido à violência no país, situação que também mobilizou o executivo português.
