Francisco Moura, lateral esquerdo de 26 anos do FC Porto, ficou diretamente ligado ao golo que permitiu ao Sporting empatar (1-1) no Clássico da última segunda-feira, ao cometer uma grande penalidade nos minutos finais, convertida por Luis Suárez na recarga após defesa de Diogo Costa. Apesar do erro, Rui Santos, antigo treinador e coordenador de Moura no Sp. Braga, defende que o jogador tem todas as ferramentas para superar o momento e propõe a sua titularidade já no próximo jogo, contra o Nacional.
Rui Santos elogia a postura do jogador: “O Francisco é um campeão, porque nunca vira a cara à luta. É inteligente e vai ultrapassar, de certeza absoluta, este momento menos bom. Os verdadeiros campeões são aqueles que caem e levantam-se as vezes que forem necessárias”.
O incidente gerou críticas nas redes sociais, levando Moura a desativar os comentários. Rui Santos considera esta decisão “um ato de inteligência”, permitindo que o jogador se concentre na performance dentro de campo, afastando os impactos negativos do mundo virtual.

Na época passada, Moura realizou 46 jogos pelo FC Porto, com quatro golos e dez assistências, números que demonstram a sua consistência e qualidade como lateral esquerdo. Rui Santos sublinha que um erro momentâneo não deve definir a carreira de um jogador: “Não é por dois segundos de infortúnio que a vida ou a carreira de um jogador vai ser julgada. Muitas vezes um jogador falha um penálti e, na semana seguinte, está outra vez a converter”.
Natural de Braga, Moura iniciou a formação no Sp. Braga em 2011 e foi convertido de extremo em lateral, evoluindo para um “lateral esquerdo moderno”, competente tanto ofensiva como defensivamente. Rui Santos acredita que, apesar do lance infeliz no Clássico, Moura superará este momento com inteligência e perseverança.
O FC Porto prepara agora a visita ao Nacional, na 22.ª jornada da I Liga, e Rui Santos considera que a titularidade de Moura na Madeira seria o “melhor remédio” para lhe devolver confiança.
