As autoridades alemãs acreditam ter encontrado o corpo da mulher cujas mãos foram descobertas dias depois do abandono do seu bebé à porta do Mosteiro de Santo António, em Waldsolms, no passado dia 16 de novembro. O cadáver, decapitado e sem as extremidades, foi localizado numa zona florestal perto de Monreal.
O caso teve início quando um monge encontrou um bebé de três meses a chorar no parque de estacionamento do mosteiro, dentro do carrinho e enrolado num cobertor de lã. Junto à criança estavam dois pedaços de papel contendo o nome e a data de nascimento do bebé, bem como o nome da mãe, não divulgado pelas autoridades. A criança ficou sob proteção do Estado alemão.
No dia seguinte, um alerta dado por um condutor que avistou um obstáculo na A45, perto de Olpe, levou a polícia a descobrir duas mãos humanas. Testes de ADN confirmaram tratar-se de uma mulher de 32 anos, natural da Eritreia, registada num centro de acolhimento para requerentes de asilo em Bonn, onde vivia com o filho. As autoridades determinaram que as mãos foram cortadas após a morte.
Duas semanas depois, o corpo, também mutilado, surgiu a cerca de 120 quilómetros do local onde as mãos foram encontradas. Embora as análises forenses ainda não estejam concluídas, os investigadores consideram altamente provável que os restos mortais pertençam à mãe do bebé.
Durante a investigação, testemunhas afirmaram ter visto um carro prateado com matrícula de Bonn junto ao mosteiro no dia em que a criança foi deixada. As autoridades procuram o alegado pai do bebé, um homem eritreu de 42 anos. Segundo o jornal alemão Bild, o suspeito terá sido detido no estrangeiro, embora se desconheçam, para já, o local e as circunstâncias da detenção.
A investigação continua em curso.

