Diogo tinha acabado de pedir Edite em namoro quando ex-companheiro a matou em Lisboa

Edite foi assassinada com seis tiros na madrugada de segunda-feira, 2 de fevereiro, à porta da casa onde vivia com os filhos menores, na Avenida de Ceuta, em Lisboa. O crime ocorreu horas depois de ter sido pedida em namoro por Diogo, que revelou que a vítima vivia aterrorizada pelo ex-companheiro, que a perseguia e ameaçava.

Em declarações à TVI, Diogo contou que tinha passado a noite anterior com Edite e os filhos, tendo ido dormir “de coração cheio” após ela aceitar o pedido de namoro. Poucas horas depois, foi acordado por uma chamada da filha de 15 anos da vítima a pedir ajuda, dando conta de que a mãe tinha sido morta.

Segundo informações divulgadas, Edite foi baleada seis vezes em frente à sua residência, quando se preparava para ir trabalhar. O ex-companheiro, descrito como possessivo e incapaz de aceitar o fim da relação, terá aguardado a vítima escondido num descampado, efetuando dois disparos iniciais e outros quatro após a imobilizar.

Familiares e amigos nunca tiveram dúvidas quanto à autoria do crime. De acordo com o novo namorado, Edite vivia com medo constante, relatando perseguições, ameaças e episódios de controlo, incluindo a sabotagem do carro e mensagens insistentes.

Após o homicídio, o suspeito, também motorista da Carris, fugiu para o Algarve, onde acabou por ser localizado e detido pela Polícia Judiciária, com o apoio de informações fornecidas por uma colega da vítima. O homem, de 36 anos, terá confessado o crime às autoridades.

Edite deixa dois filhos menores e uma família em choque. O suspeito enfrenta agora a possibilidade de ser condenado à pena máxima em Portugal, de 25 anos de prisão, por homicídio qualificado em contexto de violência doméstica.

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