Cristiano Ronaldo vai colocar um ponto final na greve iniciada há cerca de uma semana, depois de ter chegado a um entendimento com os responsáveis máximos do futebol saudita. A informação é avançada pelo canal NOW, que indica que a situação entre o jogador e o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita está resolvida.
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O internacional português deverá regressar à competição já na próxima jornada do campeonato saudita, no sábado, frente ao Al Fateh, voltando assim às opções do Al Nassr após ter falhado os últimos encontros.
Segundo a mesma fonte, Cristiano Ronaldo reuniu-se com responsáveis do PIF, tendo ficado garantido o pagamento dos salários em atraso ao plantel do Al Nassr. Foram igualmente libertadas as verbas necessárias para o restante da temporada, evitando novos atrasos salariais.
A questão da gestão do clube também terá sido resolvida, regressando às mãos de José Semedo, que assume funções de diretor executivo (CEO).
Recorde-se que Cristiano Ronaldo esteve ausente dos jogos frente ao Al Riyadh (1-0) e ao Al Ittihad (2-0), em sinal de protesto contra a gestão do PIF e por considerar existir favorecimento ao rival Al Hilal, nomeadamente no que diz respeito ao investimento no mercado de transferências.
Apesar do regresso às opções, o avançado português não deverá alinhar no próximo compromisso internacional do Al Nassr, frente ao Arkadag, no Turquemenistão, a contar para a Liga dos Campeões asiática 2, uma vez que tem sido poupado nesses encontros. O regresso está, assim, apontado ao campeonato.
Cristiano Ronaldo deverá ser titular na próxima ronda da liga saudita, numa altura em que o Al Nassr ocupa o segundo lugar da tabela classificativa, a apenas um ponto do líder Al Hilal.
Origem do protesto
O protesto de Ronaldo teve origem na decisão do PIF de não disponibilizar fundos para o reforço do plantel do Al Nassr no mercado de inverno. Enquanto o Al Hilal investiu cerca de 70 milhões de euros em contratações, o Al Nassr apenas garantiu dois reforços de baixo custo.
O Fundo de Investimento Público é responsável pelo financiamento dos quatro principais clubes da Arábia Saudita: Al Nassr, Al Hilal, Al Ittihad e Al Ahli.
Possíveis consequências e futuro do treinador
Entretanto, a imprensa saudita admite que Cristiano Ronaldo possa vir a enfrentar consequências financeiras devido ao boicote, estando em cima da mesa a possibilidade de uma multa ou corte salarial.
Também o futuro de Jorge Jesus poderá estar em causa. O treinador português não falou à comunicação social nos últimos jogos e poderá deixar o clube no final da temporada, com o contrato a terminar em junho. A renovação estará dependente da clarificação do futuro de Cristiano Ronaldo.

