A Comboios de Portugal (CP) instaurou um inquérito interno para apurar as causas da rutura que levou à separação de uma carruagem de um comboio Intercidades, durante a viagem entre Lisboa e Faro, na tarde de segunda-feira, 13 de outubro.
O incidente ocorreu pouco depois da saída da estação de Grândola, por volta das 16h00, quando o engate entre duas composições cedeu, provocando a separação física de uma das carruagens do restante comboio.
Em resposta, a CP esclareceu que “foram iniciados os procedimentos internos para apurar possíveis causas e ações de melhoria”, sublinhando, porém, que não existem registos anteriores de uma ocorrência com estas características. A empresa assegura que as operações de manutenção “são rigorosamente cumpridas” e que o plano de inspeções da carruagem envolvida “estava atualizado”.
Segundo a operadora ferroviária, a segurança dos passageiros não esteve em risco. A quebra do engate acionou automaticamente o sistema de travagem de emergência, provocando a imobilização imediata de ambas as partes da composição, conforme previsto nos protocolos de segurança.
O comboio acabou por permanecer imobilizado em plena via, sendo posteriormente assistido por uma locomotiva de mercadorias da Medway, que rebocou a carruagem isolada até à estação de Grândola. Os passageiros afetados foram transferidos com segurança para as restantes carruagens, permitindo que a viagem prosseguisse rumo ao Algarve após verificação técnica das condições de circulação.
A CP destacou ainda “o esforço e a dedicação das equipas de manutenção e operação”, reconhecendo o papel determinante das equipas que asseguraram o acompanhamento dos passageiros durante a ocorrência.
Entretanto, o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) confirmou a abertura de um processo de análise preliminar, com vista à recolha de informação e avaliação da necessidade de instaurar um inquérito formal ao incidente.

