Nos anos 90, um episódio de abandono infantil extremo em Chicago chocou os Estados Unidos e ganhou repercussão nacional. Em dezembro de 1992, duas irmãs, Nicole, de 9 anos, e Diana, de 4 anos, foram deixadas sozinhas em casa durante nove dias, enquanto os pais viajavam para o México.
As crianças foram encontradas por uma vizinha, alarmadas e sem supervisão, apenas com comida congelada, cereais e um bilhete com instruções sobre refeições e horários de dormir. Não havia nenhum adulto na habitação, nem forma de contacto de emergência.
A investigação revelou que não se tratava de um caso isolado: no verão anterior, as meninas já tinham sido deixadas sozinhas durante quatro dias. Após a intervenção da polícia, foram inicialmente entregues à avó materna e depois encaminhadas para um abrigo temporário, enquanto os pais eram localizados, apenas sete dias depois, num controlo fronteiriço no aeroporto de Houston.
Os pais, David e Sharon Schoo, foram acusados de abandonar menores, crueldade contra crianças e negligência infantil. O caso tornou-se símbolo da neglect parental extrema nos anos 90. Apesar da gravidade, um acordo judicial evitou o julgamento e resultou em dois anos de liberdade condicional para o casal.
Décadas depois, esta história continua a ser lembrada como um exemplo marcante das consequências da negligência parental, levantando questões sobre responsabilidade e proteção infantil.

