AVISO À POPULAÇÃO

RISCO DE CHEIAS E INUNDAÇÕES – MEDIDAS PREVENTIVAS E DE AUTOPROTEÇÃO

AUTORIDADE NACIONAL DE EMERGÊNCIA E PROTEÇÃO CIVIL

  1. SITUAÇÃO
    A precipitação registada em Portugal Continental nos últimos dias, aliada às descargas efetuadas
    pelas barragens espanholas, originou um aumento significativo dos caudais na maioria das bacias
    hidrográficas.
    Com base na informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), destaca-se,
    em particular para a Bacia do Tejo, nas próximas 48 horas, os seguintes aspetos:
    Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida significativa. Estes
    valores aproximam-se dos caudais de ponta associados a um período de retorno de
    20 anos, prevendo-se, por isso, afetações significativas a jusante.
    − Tejo (Zêzere): Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida;
    − Tejo (Nabão): Os caudais vão manter-se elevados;
    − Sorraia: Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida significativa.
    Para as restantes bacias hidrográficas saliente-se:
    − Minho: Os caudais vão manter-se elevados;
    − Lima: Os caudais vão manter-se elevados com tendência de subida;
    − Cávado: Os caudais vão manter-se elevados;
    − Douro: Os caudais no rio Douro vão manter-se elevados, com tendência de subida;
    − Vouga: Poderá ocorrer uma subida de caudais, com tendência de subida;
    − Vouga (Águeda): Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida;
    − Mondego: Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida;
    − Lis: Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida;
    − Sado: Os caudais vão manter-se elevados, com tendência de subida;
    − Guadiana: Os caudais elevados, com efeitos em Mértola e outras localidades a jusante;
    − Ribeiras do Arade: Caudais elevados;
    − Ribeiras do Algarve: Poderá ocorrer uma subida significativa de caudais.
    Informação hidrológica em https://apambiente.pt
  2. EFEITOS EXPECTÁVEIS
    A precipitação intensa registada nos últimos dias provocou a subida dos caudais dos
    rios, prevendo-se que se mantenham elevados nos próximos dias. A continuação da
    precipitação aumenta o risco de inundações e cheias, risco agravado pelas descargas
    das barragens espanholas, sendo expectável:
    – A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água,
    rios e ribeiras;
    – A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais
    por obstrução dos sistemas de escoamento;
    – Solos saturados, o que resultará numa descida lenta da água que, neste momento, afeta
    as vias rodoviárias;
    – A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos,
    derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser
    potenciado pela remoção do coberto vegetal;
    – Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água;
    – Interdição de algumas de algumas vias rodoviárias por submersão;
    – Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de
    estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de cheias e
    inundações, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na
    via pública.
  3. MEDIDAS PREVENTIVAS
    A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto
    destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados,
    pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das
    principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
    – Garanta a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de
    inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento
    das águas;
    – Evite qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas
    com histórico de inundações;
    – Evite o estacionamento de veículos em zonas historicamente inundáveis;
    – Não atravesse zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas
    ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Retire das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou
outros bens para locais seguros;
– Restrinja ao máximo possível os movimentos de veículos e pessoas apeadas nas áreas
potencialmente afetadas por cheias;
– Garanta uma adequada fixação de estruturas soltas que possam ser arrastadas pela água
(andaimes, placards, estruturas suspensas);
– Tenha especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas próximas
de linhas de água, devido ao risco de queda de ramos e/ou árvores arrastados pelas águas;
– Esteja atento às informações da meteorologia, da Agência Portuguesa do
Ambiente e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

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