O candidato presidencial André Ventura manifestou esta terça-feira surpresa pelos apoios públicos que António José Seguro tem recebido desde a primeira volta das eleições e propôs a realização de três debates televisivos com o adversário, um em cada semana até à segunda volta, marcada para 8 de fevereiro.
Durante uma ação de campanha em Sacavém, Ventura afirmou ter informação de que Seguro pretende “evitar debates” nesta segunda volta ou fazer apenas um, embora tenha reconhecido não ter a certeza da veracidade desta informação. “Se esta informação for verdadeira eu lamento muito, mas acho que os portugueses também terão de fazer essa avaliação: porque é que um candidato tem medo de debater comigo?”, questionou.
O presidente do Chega desafiou ainda o seu adversário para um debate específico sobre Saúde, que terá sido rejeitado, e reiterou a sua disponibilidade para realizar três debates em todos os canais ao longo das três semanas que antecedem a segunda volta. “Quando ele quiser, onde ele quiser, nos moldes que ele quiser”, acrescentou Ventura, defendendo que os portugueses querem “conversa séria, não da treta”.
Quanto aos apoios recebidos por Seguro, Ventura disse estar “estupefacto” com os chamados “notáveis”. “Não deixo de ver com alguma estupefação pessoas que andaram toda a vida a dizer que queriam combater o PS, ao primeiro momento que o sistema é posto em causa correm para os braços do PS”, criticou. Para o candidato do Chega, estes apoios demonstram como o sistema político português está “corrompido” e “fechado”, e reforçam a ideia de que o Chega é “o único movimento anti-sistema” em Portugal.
Sobre o resultado da primeira volta, Ventura considerou que não houve derrota de nenhum candidato, mas sim a vitória de dois projetos que se vão enfrentar na segunda volta.

