O Governo quer alargar o universo de trabalhadores que podem optar pelo regime de teletrabalho, sem que seja necessário acordo com o empregador. As conclusões do Livro Verde para o Futuro do Trabalho foram apresentadas esta quarta-feira aos parceiros sociais:
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, que falava aos jornalistas no final da reunião de concertação social, explica que o objetivo é que o teletrabalho não acarrete custos para o trabalhador:
O documento de 170 páginas, contém cerca de 21 novas orientações-chave para o futuro do trabalho em Portugal. Ainda assim, não foram suficientes para convencer os parceiros sociais.
Em declarações à SIC Notícias, o secretário-geral da UGT, Carlos Silva, lembra que nem todos os trabalhadores têm condições de laborar em casa:
Ao mesmo canal, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camirinha, disse que não acredita que o livro verde venha responder às necessidades dos trabalhadores:
O Livro Verde defende, entre outras medidas, o alargamento do teletrabalho, independentemente de acordo com o empregador, a situações “no âmbito da promoção da conciliação entre trabalho e vida pessoal e familiar” e “em caso de trabalhador com deficiência ou incapacidade”.

