Menor acusado de matar vereadora em Vagos conhece hoje decisão do tribunal

O jovem de 14 anos acusado de ter morto a mãe, a vereadora de Vagos Susana Gravato, conhece esta sexta-feira a decisão do Tribunal de Família e Menores de Aveiro, no âmbito do Processo Tutelar Educativo instaurado pelo Ministério Público.

O julgamento decorreu à porta fechada, como previsto na lei para menores, mas a leitura da decisão será pública. O arguido assistirá à leitura numa sala separada da sala de audiências principal.

Nas alegações finais, realizadas a 10 de abril, o Ministério Público requereu a aplicação da medida tutelar educativa mais gravosa: internamento em centro educativo, em regime fechado, por um período de três anos.

A defesa do menor não prestou declarações aos jornalistas no final da sessão, enquanto o pai do jovem não apresentou meios de prova nem alegações relativamente à medida proposta pelo Ministério Público.

Atualmente, o jovem encontra-se sujeito a medida cautelar de guarda em centro educativo, também em regime fechado. O caso está a ser apreciado por um tribunal coletivo, constituído por um juiz de carreira e dois juízes sociais, sendo a decisão tomada por maioria.

Os factos remontam a 21 de outubro de 2025, quando Susana Gravato foi atingida por um disparo de arma de fogo no interior da sua residência, na Gafanha da Vagueira, concelho de Vagos.

A vítima foi encontrada pelo marido, que alertou os meios de socorro. Apesar das tentativas de reanimação, o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação.

Menos de 24 horas após o crime, a Polícia Judiciária identificou o filho da vereadora como principal suspeito da autoria do homicídio.

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