Mais de 160 alunos da Escola EB 2,3 Inês de Castro, em Coimbra, apresentaram sintomas como vómitos, diarreia, tonturas e dores abdominais, compatíveis com infeção por norovírus, cuja origem ainda é desconhecida. O norovírus é um vírus altamente contagioso que provoca gastroenterite, ou seja, inflamação do estômago e intestinos, causando vómitos, diarreia, dores abdominais e febre. A transmissão ocorre facilmente entre pessoas, por alimentos ou água contaminados ou pelo contacto com superfícies infectadas.
Um inquérito enviado pela Associação de Pais e Encarregados de Educação revelou que 351 famílias responderam, tendo 166 alunos apresentado sintomas, 25 dos quais necessitaram de assistência hospitalar ou médica. O número de casos já terá aumentado ao longo da manhã, levando alguns pais a serem chamados para ir buscar os filhos.
Apesar da situação, a Câmara Municipal de Coimbra decidiu que a escola poderia continuar a funcionar, apoiando-se nas orientações das autoridades de saúde. O vice-presidente do município, Miguel Antunes, adiantou que análises à comida servida na quinta e sexta-feira e à água do estabelecimento não revelaram irregularidades.

O presidente da Associação de Pais, Edmundo Pais, acrescentou que algumas crianças terão apresentado sintomas desde segunda-feira, e que já se registam casos de familiares também afetados pelo efeito de transmissão.
Durante a manhã, uma equipa da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) esteve no estabelecimento para avaliar a situação.
