Novos documentos divulgados do caso Jeffrey Epstein voltam a colocar o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Carlos III, no centro de acusações gravíssimas. Segundo o testemunho de uma alegada vítima, episódios de abuso e tortura ocorreram quando tinha entre seis e oito anos.
A vítima relata ter sido atropelada por um carro azul com matrícula personalizada, que identificou como sendo conduzido por André, resultando em lesões permanentes nas costelas, anca e perna direita. Mais tarde, acordou numa casa onde estava o antigo duque de York. Muitos detalhes desse local encontram-se censurados, mas o documento menciona registos médicos relativos a uma “infecção resultante”.
Segundo o relato, a criança conseguiu fugir nua e procurar ajuda numa comunidade próxima, sendo posteriormente levada para outro local identificado como Frogmore Cottage. É aí que surgem as acusações mais chocantes: a vítima afirma ter sido imobilizada numa mesa e torturada com choques elétricos por Ghislaine Maxwell, enquanto vários homens assistiam, incluindo André.
O testemunho descreve ainda uma tentativa de fuga frustrada, durante a qual Maxwell terá agredido a criança com uma vassoura, causando fratura no nariz, e proferido ameaças de morte. A vítima detalha que só procurou atendimento médico alegando ter sido ferida num jogo de râguebi, para encobrir a agressão.
Estes documentos surgem pouco depois de André ter abandonado sua residência em Windsor, o Royal Lodge, sob forte pressão mediática e após ter sido destituído dos títulos reais pelo rei Carlos III, em outubro do ano passado, devido ao seu envolvimento com Epstein. O ex-príncipe continua a negar qualquer irregularidade, enquanto a Casa Real britânica mantém acompanhamento atento ao caso.
Estas novas alegações reforçam o impacto contínuo dos ficheiros de Epstein, que já comprometeram diversas figuras públicas, incluindo Donald Trump e Sarah Ferguson, ex-esposa de André, que também aparece nos documentos.



