A Polícia Judiciária deteve, no sábado, o presumível homicida de Maria Amaral, filha da atriz Delfina Cruz, desaparecida desde 19 de janeiro. Sabe-se agora que a agente imobiliária terá sido morta nesse mesmo dia, alegadamente por motivos passionais, no interior da casa que tinha ido angariar para venda.
Os novos detalhes foram divulgados esta segunda-feira na rubrica criminal do programa Casa Feliz, da SIC. Segundo o jornalista Luís Maia, o suspeito detido será o proprietário do imóvel e terá mantido anteriormente uma relação com a vítima, cuja natureza ainda não é conhecida.
De acordo com as informações avançadas, Maria Amaral terá sido morta dentro da habitação durante a manhã de 19 de janeiro. O presumível homicida, um antigo inquilino da vítima, teria vivido no passado num anexo da sua casa, juntamente com a esposa.
Ainda segundo o jornalista da SIC, o suspeito terá limpo o local do crime, abandonado o carro da vítima junto aos Bombeiros Voluntários de Peniche e enterrado o corpo no areal da Lagoa de Óbidos. O cadáver viria a ser posteriormente localizado pelas autoridades.
A investigação avançou após a identificação de um homem captado por câmaras de videovigilância a abandonar a viatura de Maria Amaral. Foi através dessas imagens que a Polícia Judiciária conseguiu chegar à identidade do suspeito, que terá confessado o crime.
Durante os primeiros dias da investigação, o namorado de Maria Amaral chegou a ser ouvido pela Polícia Judiciária, tendo o seu telemóvel sido apreendido temporariamente e realizadas buscas à sua residência, depois de ter sido considerado suspeito num possível cenário de sequestro.
Na mesma rubrica televisiva, o comentador Hernâni Carvalho referiu a possibilidade de o namorado da vítima ter sido alegadamente agredido durante diligências relacionadas com o caso, uma situação que não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
A investigação prossegue sob a direção da Polícia Judiciária.

