Um naufrágio de um ferry que transportava mais de 350 pessoas no sul das Filipinas resultou esta segunda-feira em pelo menos 15 mortos, enquanto 316 passageiros foram resgatados, segundo a guarda costeira do arquipélago. Ainda permanecem 28 pessoas desaparecidas.
O MV Trisha Kerstin 3 emitiu um sinal de socorro por volta das 01h50 locais (17h50 de domingo em Lisboa), enquanto fazia a ligação entre Zamboanga City, na ilha de Mindanau, e a ilha de Jolo, a cerca de 150 km. O acidente ocorreu a aproximadamente cinco quilómetros a leste da ilha de Baluk-Baluk, na província de Basilan.
As operações de resgate contam com meios aéreos e navais: um avião da guarda costeira, a Marinha e a Força Aérea foram mobilizados para apoiar os esforços. Sobreviventes foram retirados da água e receberam cuidados médicos, mas os serviços locais enfrentam dificuldades devido ao grande número de vítimas.
Ainda não foram determinadas as causas do naufrágio. A guarda costeira garantiu que a embarcação não estava sobrecarregada, embora a manutenção deficiente e o fraco controlo de muitos ferries no país sejam fatores recorrentes em acidentes.
Os ferries são um meio essencial de transporte nas Filipinas, país com mais de 7.100 ilhas, mas acidentes graves já marcaram a sua história. Entre os mais trágicos, destaca-se o Dona Paz (1987), que causou mais de 4.300 mortes, o Kim Nirvana (2015) com 61 mortos e o incêndio do Lady Mary Joy 3 em 2023, que matou mais de 30 pessoas.
As autoridades continuam a investigação, mantendo o foco nas operações de resgate e na localização dos desaparecidos.






