O Canadá manifestou hoje total apoio à Gronelândia e à Dinamarca, condenando as tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos contra países que se opõem aos planos norte-americanos de controlo da ilha ártica.
Numa intervenção no segundo dia da 56.ª edição do Fórum de Davos, o primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, sublinhou que o Canadá “apoia totalmente” o direito exclusivo da Gronelândia e da Dinamarca de determinar o futuro da ilha. Carney declarou ainda que “o Canadá opõe-se veementemente às tarifas sobre a Gronelândia e apela para negociações específicas para alcançar os nossos objetivos comuns de segurança e prosperidade no Ártico”.
O líder canadiano alertou para a crescente utilização da “integração económica como arma” pelas grandes potências e defendeu que “as potências médias devem agir em conjunto”, caso contrário estarão “no menu” das negociações globais.
A intervenção ocorre num contexto de tensão provocada por Donald Trump, que tem ameaçado anexar a Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança da ilha poderia cair nas mãos da China ou da Rússia. Em resposta à oposição europeia, Trump anunciou tarifas adicionais sobre produtos de oito países aliados, incluindo França, Reino Unido e Alemanha, a aplicar a partir de fevereiro e a aumentar para 25% a partir de 1 de junho, até que se chegue a um acordo sobre o controlo da Gronelândia.
A situação levou ainda vários países europeus a reforçar a presença militar na região com exercícios conjuntos com a Dinamarca.

