A central nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, foi hoje novamente ligada à rede elétrica ucraniana, anunciou o diretor Sergyi Tarakanov, depois de ter perdido toda a energia externa na manhã de terça-feira na sequência de ataques russos. Tarakanov garantiu que a situação atual não representa “nenhuma ameaça para o ambiente ou para a população”.
No final do ano passado, o diretor tinha alertado para o risco de desmoronamento do abrigo antirradiação interno da central, conhecido como “sarcófago”, construído após a catástrofe de 1986, cuja reparação completa poderá levar entre três a quatro anos. A estrutura externa moderna, o “New Safe Confinement” (NSC), erguida em 2016, também foi gravemente danificada em fevereiro na sequência de um ataque com drone russo, que provocou um grande incêndio.
“O nosso NSC perdeu várias das suas funções principais. Serão necessários pelo menos três ou quatro anos para restaurar essas funções”, explicou Tarakanov, acrescentando que os níveis de radiação permanecem estáveis e dentro dos limites normais.

A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) tinha alertado em dezembro que uma inspeção constatou que o abrigo tinha perdido funções essenciais de segurança, embora não houvesse danos permanentes nas estruturas portantes nem nos sistemas de monitorização. O buraco causado pelo drone foi coberto com um ecrã protetor, mas 300 pequenos orifícios feitos pelos bombeiros para combater o incêndio ainda necessitam de selagem.
A central de Chernobyl foi ocupada pelo exército russo no início da invasão, em 2022, mas as forças russas retiraram-se algumas semanas depois.
