Dois agentes da PSP acusados de tortura e violação em Lisboa

Dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), de 21 e 24 anos, que exerciam funções na esquadra do Rato, em Lisboa, foram acusados pelo Ministério Público de crimes de tortura, violação, abuso de poder e ofensas à integridade física, entre outros. Ambos se encontram em prisão preventiva desde 10 de julho do ano passado, após buscas domiciliárias e nas esquadras do Bairro Alto e do Rato. A PSP denunciou inicialmente os factos.

Segundo a acusação, os agentes agrediam detidos, sobretudo toxicodependentes, pessoas sem-abrigo e estrangeiros, com socos, chapadas e coronhadas na cabeça, chegando a filmar e fotografar as agressões. Em algumas situações, os registos eram partilhados em grupos de WhatsApp com dezenas de outros polícias.

Um dos casos envolve um cidadão marroquino que terá sido sodomizado com um bastão por um dos agentes, espancado e abandonado na rua. Noutro episódio, um homem detido no Cais do Sodré por posse de arma foi alvo de chapadas, murros e socos, enquanto um dos polícias cortava rastas do cabelo da vítima e as deitava para o lixo, sendo tudo filmado pelo outro agente.

O processo detalha ainda a utilização de bastões e cabos de vassoura em agressões sexuais e físicas, evidenciando um padrão de violência direcionado a pessoas vulneráveis ou em situação de marginalidade.

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