A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) informou estar a acompanhar uma retirada preventiva voluntária de lotes específicos de fórmulas infantis das gamas NAN e Alfamino Júnior, notificada pela Nestlé Portugal, devido à presença potencial de cereulida numa matéria-prima utilizada.
Segundo o comunicado da ASAE, a medida é de caráter estritamente preventivo e proativo, não tendo sido registados, até ao momento, quaisquer casos de doença associados ao consumo dos produtos em causa. A cereulida é uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus, que pode provocar sintomas gastrointestinais.
A retirada abrange produtos das gamas NAN AR, NAN Sem Lactose, NAN TOTAL, NAN OPTIPRO, NAN SUPREMEPRO, PreNAN e Alfamino Júnior. A lista completa e atualizada dos lotes afetados pode ser consultada no site oficial da Nestlé Portugal, através da página dedicada à retirada preventiva.
A ASAE determinou que os operadores económicos, nomeadamente retalhistas e distribuidores, procedam à retirada imediata da venda de todos os lotes identificados, devendo os produtos ser segregados e devolvidos de acordo com as instruções da Nestlé Portugal. A operação enquadra-se no regime de retirada previsto no Regulamento (CE) n.º 178/2002, de 28 de janeiro.

Aos consumidores, incluindo pais e cuidadores, é recomendado que verifiquem o número de lote do produto, localizado na base da lata. Caso o lote não conste da lista oficial, o produto é considerado seguro para consumo. Se houver coincidência com um dos lotes identificados, deve ser interrompida de imediato a utilização do produto e solicitado o reembolso junto da Nestlé Portugal, através do número gratuito 800 201 937 ou do formulário online disponibilizado pela empresa.
Relativamente à eventual ingestão de produtos afetados, a ASAE esclarece que, na ausência de sintomas, não existe motivo para preocupação. Os sintomas associados à cereulida — como vómitos intensos, diarreia ou sonolência — podem surgir entre 30 minutos e seis horas após o consumo, devendo, nesses casos, ser procurada assistência médica.
A autoridade sublinha que está a acompanhar ativamente todo o processo de recolha, em articulação com a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), garantindo a eficácia, rastreabilidade e proteção da saúde pública. A comunicação segue os princípios de transparência e clareza definidos pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, com especial enfoque na proteção dos grupos mais vulneráveis, nomeadamente os lactentes.
Este ponto de situação reporta à informação disponível a 9 de janeiro de 2026, sendo eventuais atualizações divulgadas através dos canais oficiais da ASAE e da Nestlé Portugal.
