O maior e mais antigo exemplar de Magnolia denudata do Porto foi classificado como árvore de interesse público, devido ao seu “porte majestoso, antiguidade e perfeito estado de conservação”, segundo despacho publicado esta terça-feira no Diário da República.
Situada num pátio de um prédio na freguesia de Ramalde, a árvore, plantada no início do século XX e com mais de 100 anos, apresenta 10 metros de altura e um perímetro de base de quatro metros. A floração invernal, com milhares de flores brancas, confere-lhe grande impacto visual e rara beleza, segundo o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
O ICNF destacou que a magnólia se encontra em bom estado vegetativo e estrutural e que a espécie, rara em Portugal, possui valor paisagístico e singularidade, justificando a classificação.

Para proteger o exemplar, foi criada uma zona de proteção com raio de 15 metros, dentro da qual é proibido cortar ramos ou tronco, escavar, depositar materiais, queimar detritos ou usar produtos fitotóxicos. Qualquer intervenção que possa prejudicar a árvore está igualmente vedada.
O despacho de classificação, assinado pelo vice-presidente do ICNF, Paulo Salsa, é datado de 23 de dezembro e produz efeitos imediatos, garantindo a preservação de um dos exemplares mais emblemáticos da cidade do Porto.
