Moçambique não regista atualmente casos ativos de mpox, seis meses depois do anúncio do surto da doença, segundo um boletim do Ministério da Saúde moçambicano a que a Lusa teve acesso esta terça-feira.
De acordo com o documento, com dados atualizados até 4 de janeiro, “nas últimas 24 horas não houve registo de casos suspeitos de mpox” e, no período em referência, não foram testadas amostras para a doença.
Desde 11 de julho de 2025, o país contabilizou 1.887 casos suspeitos, dos quais 1.886 foram testados, tendo sido confirmados 91 casos positivos de mpox, sem registo de óbitos. Todos os doentes foram dados como recuperados.

A maioria dos casos positivos foi registada na província de Niassa, no norte do país, considerada o epicentro do surto, com 80 infeções confirmadas. Foram ainda identificados um caso em Cabo Delgado, quatro na província de Maputo, três em Tete e três em Manica.
Apesar de não existirem atualmente casos ativos, as autoridades de saúde mantêm sob seguimento um caso suspeito. O país não pode ainda declarar oficialmente o fim do surto, uma vez que são necessários 60 dias consecutivos sem casos positivos para tal, conforme explicação anterior da Direção Nacional de Saúde Pública.
Em declarações à Lusa, em outubro, a diretora nacional adjunta de Saúde Pública, Aleny Couto, sublinhou que a persistência de casos positivos em Niassa impedia, na altura, a declaração do fim do surto. Entretanto, no início de dezembro, as autoridades daquela província indicaram que mais de 22 mil pessoas foram vacinadas contra a mpox no âmbito de uma campanha de cinco dias.
