Esposende continua marcada pela tragédia que vitimou Susana Gonçalves, de 22 anos, e o seu namorado Fábio David, em 23 de novembro de 2022, quando foram esmagados por uma derrocada de toneladas de pedras na sua habitação em Palmeira de Faro. Três anos depois, a mãe de Susana, Ana Bajão, continua à espera de respostas e exige que sejam apuradas responsabilidades.
No momento do acidente, seis pessoas ocupavam a habitação; quatro escaparam ilesas. Um inquérito aponta que remodelações e remoção de pedras na base de um talude vizinho, realizadas sem licenciamento, podem ter enfraquecido o terreno, contribuindo para a derrocada, que ocorreu após chuvas intensas. Técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e da Universidade do Minho foram chamados para estudar o local.

Ana Bajão afirma que o luto ainda não foi feito e que jamais voltaria a viver na casa onde a filha morreu. A mãe avançou com ações judiciais contra a Câmara de Esposende e outras entidades, considerando que a tragédia poderia ter sido evitada. Nos últimos anos, também promoveu campanhas de angariação de fundos para custear os processos judiciais e recuperar a habitação familiar.
Apesar da investigação em curso, três anos depois não há respostas definitivas sobre as responsabilidades, e a casa permanece inabitável, com as pedras da derrocada ainda no local. Nos últimos anos, o caso tem gerado grande comoção em Esposende e atenção mediática, sendo um lembrete da importância de fiscalização e planeamento urbano adequados em áreas de risco.
