A Princesa Diana será sempre recordada como uma das figuras mais solidárias da história. Apesar de ter falecido com apenas 36 anos, a 31 de agosto de 1997, deixou um legado de compaixão e empenho social que continua a inspirar.
Na semana em que se assinalou o Dia Mundial da SIDA, a rubrica “De A a Realeza”, do Fama ao Minuto, relembra um dos momentos mais impactantes da princesa: em 1987, apertou a mão de um paciente com SIDA durante a inauguração de uma unidade de tratamento do VIH no Hospital Middlesex, em Londres.
O gesto, que quebrou protocolos e preconceitos, ocorreu numa altura em que havia grande estigma associado à doença e ao risco de contágio. Diana não usou luvas, contrariando receios e mostrando publicamente que o contacto humano não era perigoso.
Segundo John O’Reilly, enfermeiro do hospital, apenas um doente se sentiu seguro para falar com Diana, encontrando-se em estado terminal. A fotografia deste momento correu o mundo e teve um efeito duradouro no combate ao preconceito relacionado com a SIDA.
“O VIH não torna perigoso encontrar pessoas. Pode-se apertar as suas mãos e abraçá-las, e eles precisam muito de um abraço”, afirmou Diana na altura. Andrew Parkis, diretor do Fundo Memorial Diana Princesa de Gales, acrescentou que a imagem “destruiu o estigma, o preconceito e o medo”.
O impacto deste gesto ultrapassou fronteiras: quatro anos depois, a então primeira-dama dos Estados Unidos, Barbara Bush, visitou a clínica juntamente com Diana, demonstrando a influência global do momento.
Este gesto pioneiro foi apenas o primeiro de muitos. Em 1991, durante uma visita oficial ao Brasil, Diana foi fotografada a abraçar crianças com SIDA, reforçando o seu compromisso com causas humanitárias.
O Fundo Memorial Diana Princesa de Gales, criado após a sua morte, continua a apoiar causas que eram próximas da princesa, incluindo a prevenção da SIDA, a saúde mental e a erradicação de minas terrestres.


