O Conselho da União Europeia anunciou a imposição de sanções a 16 pessoas e três entidades iranianas responsáveis por graves violações dos direitos humanos no Irão, relacionadas com a repressão dos protestos de janeiro de 2016, que resultou em milhares de vítimas civis.
Entre os sancionados estão o vice-ministro do Interior para Assuntos de Segurança e Ordem Pública, comandantes da Guarda Revolucionária envolvidos na repressão e membros do poder judicial que participaram em processos contra manifestantes pacíficos, ativistas civis, jornalistas e defensores dos direitos das mulheres.
O Conselho da UE também incluiu unidades da Guarda Revolucionária, como a Unidade Mohammad Rasulullah e a Unidade Imam Reza, e o diretor da Organização de Prisões e Medidas de Segurança e Educação, sob cuja liderança foram documentadas graves violações em prisões, incluindo tortura, detenção arbitrária, violência sexual e aplicação da pena de morte a menores.

A sanções abrangem ainda a Naji Research and Development Company (NRDC), responsável pelo desenvolvimento da aplicação de vigilância “Nazer”, e o chefe da Polícia Cibernética de Teerão, ligado à censura na Internet.
As medidas incluem congelamento de bens, proibição de viajar para os Estados-membros da UE e restrições à exportação de equipamentos que possam ser usados na repressão interna ou vigilância.
Com esta atualização, o regime de sanções da UE contra o Irão abrange agora 263 pessoas e 53 entidades, e foi prorrogado até 13 de abril de 2026.
