O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na sua plataforma de redes sociais que cancelou uma segunda vaga de ataques militares planejada contra a Venezuela, depois do governo venezuelano ter começado a libertar um “grande número” de presos políticos — um gesto que Trump considerou um sinal de procura de paz e de cooperação entre os dois países.
Trump sublinhou que os EUA e a Venezuela estão agora a trabalhar em conjunto, sobretudo no que concerne à reconstrução da infraestrutura petrolífera e de gás do país, um setor vital para a economia venezuelana. Essa cooperação, afirmou, tornou desnecessária a segunda ronda de ataques, embora as forças navais dos EUA continuem na região por motivos de segurança.
O presidente também destacou que grandes empresas petrolíferas norte‑americanas deverão investir pelo menos 100 mil milhões de dólares na Venezuela, e que se iria reunir com executivos do setor na Casa Branca para discutir esses planos.
O anúncio surge no contexto de acontecimentos recentes na Venezuela, incluindo uma operação militar norte‑americana no início de janeiro que resultou, segundo Trump, na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores — embora essa informação não tenha sido confirmada de forma independente.
Autoridades venezuelanas também anunciaram a libertação de vários presos políticos, tanto venezuelanos como estrangeiros, como parte de um processo em curso descrito como um gesto unilateral para reforçar a convivência pacífica no país.
A decisão de Trump representa um desenvolvimento inesperado nas relações entre Washington e Caracas, num momento marcado por tensões geopolíticas e debates sobre a legalidade e as consequências da intervenção militar norte‑americana.

