Assinalaram-se ontem 30 anos sobre a morte dos Mamonas Assassinas, banda brasileira que marcou a década de 1990 com um fenómeno de popularidade sem precedentes e um humor irreverente que conquistou diferentes gerações.
O grupo perdeu a vida a 2 de março de 1996, na sequência da queda de um avião Learjet que se despenhou na Serra da Cantareira, em São Paulo, quando regressava de um concerto em Brasília. No acidente morreram os cinco elementos da banda — Dinho (vocalista), Bento Hinoto (guitarrista), Júlio Rasec (teclista), Sérgio Reoli (baterista) e Samuel Reoli (baixista) — além da tripulação.
Apesar de uma carreira meteórica, com duração inferior a um ano sob o nome que os celebrizou, os Mamonas Assassinas tornaram-se um fenómeno de massas. O álbum de estreia, “Mamonas Assassinas”, editado em 1995, vendeu milhões de cópias e incluiu temas como “Pelados em Santos”, “Vira-Vira” e “Robocop Gay”, músicas que misturavam rock, forró, pagode, heavy metal e música popular brasileira, sempre com letras satíricas e caricaturais.

O sucesso foi impulsionado por uma forte presença televisiva e por uma linguagem que, embora polémica para alguns sectores, era encarada por muitos como uma lufada de ar fresco no panorama musical brasileiro da época. A banda conquistou prémios, liderou tabelas de vendas e protagonizou uma verdadeira “mamomania”, com produtos oficiais, espetáculos esgotados e uma legião de fãs.
A morte trágica interrompeu abruptamente o fenómeno, gerando comoção nacional no Brasil. O velório, realizado em São Paulo, reuniu uma multidão e foi acompanhado em direto por vários órgãos de comunicação social.
Três décadas depois, o legado dos Mamonas Assassinas mantém-se vivo através das suas músicas, reedições, documentários e homenagens. Para muitos fãs, continuam a ser um símbolo de irreverência e espontaneidade que marcou de forma indelével a cultura pop lusófona dos anos 90.
