Um relatório da UNESCO mostra que 73% das mulheres jornalistas já sofreram violência “online”, incluindo ameaças de violência física, sexual e aos seus próximos, dados que mostram como as mulheres são limitadas na sua liberdade de expressão. Os dados mostram como as mulheres são limitadas na sua liberdade de expressão.
O relatório “The Chilling: Global trends in online violence against women journalists”, foi hoje divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, de forma a assinalar o Dia da Liberdade de Imprensa que se celebrou no dia 26 de Abril, passada segunda-feira.

“Este relatório mostrou-nos elementos preocupantes. A violência em linha tem impactos concretos fora da internet. Um nível elevado das mulheres questionadas falaram em problemas de saúde mental ou até autocensura. Esta violência impede as mulheres de exercerem a sua liberdade de expressão” explicou Guilherme Godoi, chefe da área de liberdade de expressão e segurança dos jornalistas na UNESCO.
Este relatório contou com o testemunho de 900 jornalistas de 120 países, com 173 entrevistas em profundidade e uma análise das ameaças feitas a duas jornalistas Maria Ressa, nas Filipinas, e Carole Cadwalladr, no Reino Unido, com a análise de 2,5 milhões de publicações em diferentes redes sociais contra estas mulheres.

