Termas Centro de Portugal entram em “Modo Termal” para conquistar todas as gerações

Nova abordagem pretende desmistificar o termalismo, reforçando a ideia de que cuidar da saúde, prevenir o desgaste diário e investir na qualidade de vida não tem idade.

Cuidar do corpo e da mente num balneário termal já não é um plano reservado apenas para a terceira idade ou para quem procura recuperar de uma patologia diagnosticada. Com o lançamento do conceito “Entra em Modo Termal”, as Termas Centro de Portugal avançam com uma estratégia renovada que visa aproximar o setor do estilo de vida contemporâneo, convidando públicos de todas as faixas etárias a usufruírem dos benefícios preventivos e restauradores da água mineral natural.

A iniciativa parte da premissa de que o termalismo atua muito antes do surgimento da doença ou do esgotamento físico. Já visível em suportes exteriores (outdoors) por várias regiões do país, a ação prepara-se para ganhar escala no universo digital através de um novo website e de uma comunicação dinâmica nas redes sociais. Sob motes diretos e descontraídos como “Dá descanso ao scroll” e “Põe o stress de molho”, a campanha rompe com estereótipos antiquados e desconstrói a ideia de que a ida às termas exige estadias longas de duas a três semanas.

Para Artur Salvador, coordenador executivo da Inov@termas — estrutura responsável pela liderança da estratégia PROVERE (Agenda para a Valorização dos Territórios Termais do Centro) —, a prioridade passa por redefinir a perceção pública do setor.

“Durante muito tempo, o termalismo ficou associado sobretudo a uma determinada idade ou ao momento em que surge um problema de saúde. Mas o termalismo não deve começar quando aparece o problema. Deve entrar mais cedo na vida das pessoas, como aliado da prevenção, da saúde ativa e do bem-estar. Queremos ganhar anos de vida com qualidade”, salienta o responsável.

Artur Salvador lembra ainda que a flexibilidade é crucial nos dias de hoje: “Nem todas as pessoas conseguem parar 14 ou 21 dias, mas isso não significa que devam deixar as termas para mais tarde. Pode ser um fim de semana, três dias ou uma pausa regular ao longo do ano. O importante é criar o hábito de parar antes de o corpo nos obrigar a parar.”

A água mineral como âncora do território

Apesar da linguagem moderna, a essência do conceito permanece firme nas propriedades físico-químicas da água mineral natural, o verdadeiro fator diferenciador face a spas convencionais ou a outros serviços de bem-estar. A partir da nascente, desenha-se um convite mais amplo: associar o relaxamento ao usufruto da gastronomia regional, da natureza envolvente, da hotelaria e do património cultural dos municípios termais.

Vítor Proença, presidente da Direção da Inov@termas, reforça a relevância deste recurso endógeno enquanto marca distintiva da Região Centro:

“Temos um património termal extraordinário, construído em torno de águas com características próprias e de territórios muito diferentes entre si. O desafio é preservar essa identidade e, ao mesmo tempo, mostrar às novas gerações que este património continua atual e deve ter um papel cada vez mais importante na promoção da saúde e da qualidade de vida.”

Projeção além-fronteiras na Termatalia

O novo posicionamento das Termas Centro de Portugal foi recentemente colocado à prova com impacto positivo na Termatalia – Feira Internacional de Turismo Termal, Saúde e Bem-Estar, realizada em Ourense, Espanha.

Numa ação conjunta entre a Inov@termas e a Turismo Centro de Portugal, o certame acolheu momentos de partilha técnica e promoção turística. O ponto alto da representação portuguesa foi a “Thermal Water Experience”, uma sessão comentada de prova de águas conduzida por Ricardo Machado, sommelier de água das Termas de Monfortinho. A mostra deu a conhecer águas termais de estâncias como Vale da Mó, Curia, Piedade e Monfortinho, bem como referências minerais engarrafadas (Luso, Vimeiro, Caramulo e Monfortinho).

A recetividade manifestada por profissionais do setor e operadores turísticos internacionais em Ourense confirmou o potencial de crescimento da oferta portuguesa, validando que a convergência entre saúde, pausa restauradora e descoberta regional reúne argumentos sólidos para atrair visitantes de múltiplos perfis e nacionalidades.

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