Sete crianças agridem colega invisual em escola de Setúbal

Uma criança de seis anos, com deficiência visual, foi alegadamente agredida por sete colegas numa escola básica do concelho de Setúbal, na passada quinta-feira, dia 30 de abril. Desde então, a vítima não voltou às aulas, encontrando-se emocionalmente abalada.

O episódio ocorreu na Escola Básica da Azeda, integrada no Agrupamento Sebastião da Gama, fora do campo de visão dos funcionários. A intervenção de adultos só aconteceu já durante as agressões, depois de duas crianças da mesma idade terem tentado ajudar a vítima.

A denúncia foi tornada pública pela associação Ser Especial, que relata que a agressão terá começado com um aluno a desferir murros e pontapés nas costas e nas pernas da criança, sem motivo aparente. Já no chão e sem conseguir levantar-se, a vítima terá sido rodeada por mais seis colegas, com idades entre os 5 e os 7 anos, que continuaram as agressões durante vários minutos.

Segundo a mesma fonte, a criança pediu ajuda repetidamente, sem que houvesse intervenção imediata de um adulto. A situação só terá sido travada quando uma auxiliar de ação educativa se apercebeu de um ajuntamento e se dirigiu ao local.

Os pais da vítima só terão tido conhecimento do sucedido por terceiros, quando se deslocavam à escola para a ir buscar. Já os encarregados de educação dos alegados agressores foram contactados pouco depois.

A associação refere ainda que os agressores terão evitado falar durante o ataque, conscientes de que a criança invisual identifica as pessoas sobretudo pela voz.

Apesar de não apresentar ferimentos físicos graves, a criança encontra-se psicologicamente afetada e não regressou à escola. Até ao momento, o Agrupamento Sebastião da Gama não prestou declarações públicas sobre o caso.

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